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Mulher de Cabral recebia até R$ 300 mil de propina por semana, diz MPF

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A força-tarefa da Lava Jato no Rio afirmou que a ex-primeira-dama do estado recebia milhares de reais de propina por semana. Ela foi presa na terça-feira (6).

Adriana de Lourdes Ancelmo. As fotos, vazadas na internet, mostram a ex-primeira-dama do estado com a camisa de presidiário no Complexo Penitenciário de Bangu.

O presídio fica a 150 metros do prédio onde o marido dela, o ex-governador Sérgio Cabral, está preso há 20 dias.
Nesta quarta (7) a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deram detalhes da denúncia aceita pela Justiça. E explicaram como seria a participação da ex-primeira-dama no esquema.

Na denúncia, os procuradores citam o depoimento da secretaria do escritório de advocacia de Adriana Ancelmo. Michele Tomaz Pinto contou que um dos operadores financeiros do esquema ia semanalmente ao escritório para entregar de R$ 200 mil a R$ 300 mil em espécie dentro de uma mochila.

As joias da ex-primeira-dama são apontadas como uma das principais formas que o grupo usava para lavar dinheiro.
A investigação descobriu duas compras milionárias. Em julho de 2012, R$ 1 milhão em um brinco, um colar e um anel. Em 2014, mais R$ 1 milhão em joias. De novo, pagamento em dinheiro em vivo.

“Fica bem claro que esse crime de lavagem de dinheiro e ocultação de bens que foram adquiridos com dinheiro da corrupção ainda pode estar ocorrendo e que é inclusive um dos motivos das prisões preventivas dos acusados”, diz o procurador regional da República José Augusto Vagos.

A defesa de Adriana Ancelmo não atendeu as nossas ligações.

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