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Preso morto em cela respondia por estupro de menino em Catalão, diz polícia

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O preso Valdair Leonel, de 51 anos, que foi encontrado morto dentro da própria cela, havia sido acusado pelo estupro de um menino de 9 anos em Catalão, no sudeste de Goiás. A Polícia Civil confirmou que este é o motivo apontado por detentos, em um vídeo, para matá-lo. A gravação divulgada nas redes sociais mostra quando Valdair é enforcado.

No vídeo, que não será divulgado pelo Colaaki por conter cenas fortes, um preso exige que o homem confesse o abuso. Amarrado, Valdair assume o estupro. Em seguida, ele é enforcado. Um dos detentos tenta intervir, mas não consegue evitar a morte do colega de cela.

Agentes encontraram o corpo de Valdair na madrugada de domingo (22), na cela 5 da Unidade Prisional de Catalão. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Vitor Magalhães, não há dúvidas de que a gravação aconteceu no local.

“A gente tem a qualificação do Valdair com fotos. O pessoal do presídio que esteve no local confirma que era ele que tinha sido morto. Não tem dúvidas. É o Valdair Leonel”, declarou.

A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sspap) informou que só se pronunciará sobre a gravação após a conclusão das investigações.

De acordo com o órgão, Valdair estava preso desde o dia 11 de janeiro por descumprir uma medida protetiva da Lei Maria da Penha. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás, o mandado de prisão havia sido expedido no dia 19 de setembro após um pedido da ex-mulher que havia dado queixa por lesão corporal.

Abuso de vulnerável
Em relação ao estupro de vulnerável, Valdair respondia ao processo em liberdade. Na última sexta-feira (23), o juiz Rinaldo Aparecido Barros acatou a denúncia do Ministério Público de Goiás pelo abuso do menino de 9 anos.

De acordo o delegado, o estupro ocorreu em junho. Magalhães explicou que não há provas materiais de que Valdair cometeu o crime, mas há o relato da criança e de pessoas para quem ela contou o fato.

“No abuso não teria havido conjunção carnal tanto que foi feito exame pericial e não constatou nada. Ele teria cometido o abuso de forma que não deixaria vestígios. Não tivemos como comprovar a materialidade, mas a vítima confirma que foi abusada e algumas testemunhas confirmaram que ouviram da vitima que teria sido abusada. Não há testemunha presencial”, explicou Magalhães.

Os policiais concluíram a investigação em novembro do ano passado. Como o caso corre em segredo de Justiça, nem a Polícia Civil nem o Poder Judiciário podem passar mais detalhes sobre o abuso.

Investigação
O delegado disse que, ao que tudo indica, o assassinato do homem tem relação com o abuso, mas vai investigar outros motivos. “Os presos falam no vídeo que a vítima está morrendo porque a vitima seria uma estrupador e isso condiz com o histórico que temos nos presídios de que presos acusados de crimes sexuais não gozam de aceitação pelos colegas dentro das unidades prisionais”, ressaltou Magalhães.

O delegado deve ouvir a partir desta tarde os colegas de cela de Valdair e os agentes prisionais que estavam de plantão. Outras pessoas também podem ser arroladas.

A Sspap informou que Valdair dividia a cela com mais 14 presos. A secretaria instaurou uma sindicância para apurar o caso.

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